6 de mai. de 2014

Héteros...

Tive duas paixonites por héteros e elas foram recíprocas
Sempre fui meio calado
Entro mudo e saio calado, como dizem por aí
Numa dessas estava na minha "ceia" quando trabalhava no período da noite em uma fábrica
Estava como sempre sozinho em uma mesa
Daí o mais surpreendente acontece, chega "ele", todo sedutor...
Sim, já tinha reparado nele, pelo seu estilo, óculos de armação grossa,  barbudo, parrudo...
E senta na mesma mesa que eu, deixando os amigos dele sozinho pra "jantar" comigo!
Foi incrível! Ele pediu o lugar pra sentar, sem delongas e sempre muito educado como também já tinha reparado em outras ocasiões...
Esses encontros se repetiam todas as noites, até que eu comecei a ficar com frio na barriga por toda noite de minha refeição.
Após terminarmos no refeitório, íamos pra área externa da empresa para que eu pudesse fumar meu cigarro, claro que a contra gosto dele, mas ele deitava na calçada ao meu lado esperando que eu terminasse de estender aqueles minutos acendendo um cigarro atrás do outro, por motivos óbvios é claro...
E as trocas de uniforme para ir embora? Ele me atiçava, o armário dele era ao meu lado, e sem cerimonias ao terminar seu banho ficava pelado ao meu lado, para atrair meu olhar e me deixar sem graça, por confidencia própria!! Ele fazia de propósito descaradamente!!
Nos nossos aniversários que eram bem próximos um do outro decidimos trocar chocolates, e em mais uma de suas confidencias, ambos deixaram escapar que o sentimento de um pelo outro era maior que o de uma simples amizade...
Assim como aconteceu na volta do trabalho no ônibus uns 3 anos anteriormente com "ele²"...
Pintávamos o cabelo juntos, almoçávamos juntos, saíamos juntos, fazíamos tudo juntos até que ele descobriu que iria ser pai...
Os encontros começaram a diminuir, a distancia começou a surgir, ou porque ele² ia ser pai ou porque eu fui transferido pro horário administrativo e fiquei sem a presença dele na ceia...

Duas paixonites, dois rapazes, duas vidas, envolvidas por tantas outras que eu deixei que fizessem partes da minha em tempo e empregos distintos...

Que saudade tenho da inocência de viver uma paixonite, mesmo que de amigo, mesmo que sem contato físico, mas com a força do sentimento e do olhar que só eles sabiam que existiam entre nós 3!

26 de set. de 2013

Releitura

Já tive um porquinho-da-Índia e também já fui um fogão

Mas hoje me contento em ser a pequenina estrela
Que brilha, de vez em quando, no peito xiado

Daquele menino que olha, no meio da multidão,

Aquele balão.

Métrica

Gosto de estudar poemas
Não pela métrica

[Mas pela
visão
Liberdade
Paixão
Inquietude]

Que na métrica, ou não, escrito,

ou não, esta nas linhas dessa igualdade desigual feita assimetricamente pelo coração, feijão, grão, não.

5 de jul. de 2013

Dolores

Sensações que já sei de cor e salteado e pretendo não tê-las novamente:
Rinite
Gripe
Tendinite
Bronquite
Amor

Sensações que são derivadas de dor:
De cabeça
De barriga
De unha encravada
De dente
De amor
De corte
De estômago
De amor
De saudade
De ralar o joelho
De amor...

13 de ago. de 2012

Já tive minhas vidas, agora tenho minhas mortes!


Já morri várias vezes, já me matei várias vezes... encarei a morte de diversas maneiras. Renasci!

A morte que encarei, em cada vez que encarei, ela vinha de maneira furtiva. Sempre aparecia depois de uma grande tempestade... agora ela veio de uma forma lenta e tem sido a pior maneira de morrer.

Cada fragmento da minha alma, despedaçada alma, esta se partindo ainda em pedaços menores, um pouco a cada dia, um pouco a cada minuto.

E sabe quando falam que passa um filme na cabeça momentos antes de morrer? Pois bem, isso acontece mesmo, mas dessa vez, dessa história, parece que estou vendo quadro-a-quadro, frame-a-frame, sonho-a-sonho... e parece estar longe de chegar ao final desse filme, dessa última temporada da série de uma das minhas mortes.

Antes o que era o refúgio pra minhas lamentações é agora o momento de sofrimento, as coisas inverteram, antes quando eu procurava por respostas agora eu sofro pelos flagelos da memória que ainda não terminou...

Essa morte está demorando a passar, meu renascimento esta vindo de contra o meu tempo...

Até onde essa morte vai durar? O problema maior é que final feliz nem sempre acontece, muito menos na vida real...

23 de mar. de 2012

2 semanas

Triste, estômago vazio. Buraco de um sentimento alimentado por meses...

O que será do amanhã? Como será o amanhã? Errado o passado está, presente está pra ser consertado.

Uma ligação e te envolve de sentimentos impuros, contrastando o vazio físico e mental que surge como névoa a cada dia que passa. Vivendo na reluzente insegurança do amanhã que não existe... As coisas se complicam e um dia feliz parece ser a última chance que se ganha pra tentar resolver o assunto pendente. Impossível colocar culpa agora, sabendo que tudo foi alimentado não só por uma alma, mas duas. Onde foi o erro em tentar ser feliz é a explicação mais procurada por nós.

Sentimento que não passa até o esquecimento chegar, foi avisado que o tempo apagaria tudo, mas duas semanas apenas é muito pouco. O olho fica branco e o corpo estremesse, seria esse um sentimento de paixão na literatura cotidiana da vida, mas o sentido agora é outro.

O que fazer quando se perde tudo, não que se perde uma pessoa, mas tudo que você luta pra conseguir e não existe mais...

Confusão de sentidos, expressados em meras palavras ou gestos que ainda fazem parte do dia-a-dia... desenganado é o que vem a mente agora. O que é certo ou o que é errado nesse recomeço que parece que não teve partida ainda. 2 semanas...

21 de mar. de 2012

Inexistência da existência!

Eu quero falar do que não existe... essa sensação é mais profunda do que muita coisa real!
Não existe o beijo que não aconteceu, não existe o abraço que eu te dei, não existe o olhar meio de lado que eu vi!

Não existe o sentimento que aflorou quando estamos próximos, não existe a paixão que nos envolve e que sabemos que ela está presente em cada palavra, gesto, movimento dos nossos impulsos reclusos dentro de toda a imaginação...

Não existe eu te amo, meu amor, minha alegria. É tudo faz de conta, faz de conta que durou mais que 24 horas e se estende ao presente momento!

Te amo, te quero, te adoro... estou com você como você está comigo e sabe disso, mesmo que a timeline não exista na nossa vida presente, nos sabemos que nada disso realmente existe.

Um pensamento apenas da inexistência do momento, do momento em que te olhei nos olhos como estava evitando fazer, o abraço da despedida, despedida que não existiu, foi o mais difícil de dar nos últimos dias...

Eu quero você e você sente do mesmo jeito, como num sopro de felicidade que enxe nossos corações que não existem!
Num mundo onde não existe nada e é mais forte que tudo!